<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808</id><updated>2011-12-26T10:29:30.411-08:00</updated><title type='text'>Tranquilino Maia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-8430193189747378740</id><published>2011-10-24T11:31:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T11:50:48.710-07:00</updated><title type='text'>uma aventura em Castro Verde</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Uma aventura em Castro Verde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;fábula autocaravanista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Em plena batalha de Ourique vimos nascer Portugal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receosos porque os tempos não estavam para grandes performances, situação agravada pelo facto de termos de andar sempre à procura da bomba onde mais barato nos vendessem gasóleo, do que poderia resultar abastecermos a nossa nave do tempo com um carburante pouco afoito a uma vertiginosa viagem através dos séculos, decidi-mos ainda assim arriscar. Atestada a berlinga apontámos ao Alentejo com a expectativa de retrocedermos pelo menos um século em cada hora de viagem e chegarmos a tempo de ver nascer Portugal.&lt;br /&gt;O nosso primeiro rei nasceu, viveu, reinou, morreu e foi sepultado em Coimbra e por via da sua maneira de ver o mundo a partir deste cantinho da Europa, nunca se deixou estar parado tempo suficiente para que o supusessem parado, do que resultou que ainda hoje haja quem ponha em causa onde terá nascido, vivido, reinado e morrido, ou mesmo se terá nascido, vivido, reinado ou morrido.&lt;br /&gt;Então, a nossa aventura vale mesmo a pena. Vamos acelerar mais de oito séculos e meio para trás, de forma a ficamos cara a cara com ele, numa das façanhas que melhor o podem identificar, seja porque se dele até se põem em causa aspectos fundamentais da sua existência, desta façanha se começa por se pôr em causa onde foi cometida para depois se duvidar mesmo se existiu.&lt;br /&gt;Vamos directos à batalha de Ourique.&lt;br /&gt;Regulada a máquina do tempo para andar para trás conforme os nossos cálculos, uma hora passada um século a menos, donde resultaria que, se tudo estiver certo, estaremos no campo de batalha no ano da graça de 1139, a data mais provável em que a refrega terá ocorrido, embora o rigor dos historiadores seja tão instável que o risco de pisarmos o risco seja, para simples mirones como nós, tão grande como o de entrarmos pelo reino da asneira, o que só arriscamos pelo supremo saber de preferir o risco à castração.&lt;br /&gt;Não devemos ter errado por muito pois, quando chegámos ao sítio que hoje é conhecido por São Pedro das Cabeças e à época para que a infernal máquina do tempo nos levou era tão só Fossado, deparámos com uma confusão indescritível, dum lado tropa farta vestida de branco onde até havia, imaginem só, mulheres guerreiras a cavalo, amazonas em exército árabe pode lá ser, esfregámos os olhos e pareceu-nos não haver dúvidas, então e se confusão é de tal ordem, e do outro lado com ar façanhudo estão os lusitanos em muito menos quantidade mas batalhando com a nossa ancestral habilidade para resolver as coisas difíceis e falhar nas mais fáceis, era inevitável que iríamos vencer a batalha.&lt;br /&gt;Desta confusão não viemos muito esclarecidos.&lt;br /&gt;Mas temos de respeitar o resultado. Cinco a zero é uma goleada de tal ordem que nem dá direito a segunda mão. As cabeças da linha avançada do adversário lá ficam pelo chão e um dia alguém dirá que tal vitória, conseguida com tamanha desproporção de forças só pode ter sido obra de milagre de São Tiago, e por isso o lugar passará a ser chamado de São Pedro.&lt;br /&gt;Por tudo quanto já foi dito, esta não era a nossa aventura. Acordámos, voltámos aos dias de hoje e rodámos meia dúzia de quilómetros em redor até que demos com uma vila simpática, Castro Verde, onde para o parque de campismo estava anunciado o décimo quinto encontro de autocaravanas pyc-mmvv, isso sim uma verdadeira aventura.&lt;br /&gt;Aí vamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O Parque Municipal de Campismo de Castro Verde&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados ao camping, situado na ponta noroeste do burgo, levámos com a seca do costume em terras lusas. De facto lá estava, atrás de um balcão, aquilo que nos pareceu ser uma das moçárabes que Afonso Henriques levou no séquito e que São Teotónio mandou restituir à liberdade, mas que a nossa secular tradição de sermos muito lentos a fazer justiça terá mantido esta moura convertida em pena suspensa, agravada nos dias de hoje com a suprema forma de tortura que é a de ter de aguentar oito horas seguidas atrás do balcão de um parque de campismo a fingir-se ocupada, mesmo sabendo que em menos de dez minutos por dia dava conta do recado. E não é que faltassem tarefas bem mais úteis, por exemplo averiguar quem comeu a paella que a esposa andaluza do galego Eduardo tinha preparado para degustação do colectivo, ou decifrar o estranho caso do desaparecimento de um galheteiro do azeite!&lt;br /&gt;Feito check-in, acantonámos. O parque não é plano mas disfarça, não é relvado mas vá lá vá lá, não tem sombras mas para lá caminha. Porque vínhamos da guerra, a primeira intenção foi irmos directos ao duche e aí verificámos que só para abrirmos a torneira levávamos com a descarga do chuveiro. Claro que o canalizador que fez tal obra deve-se ter apercebido da asneira, pois acabada esta parte do trabalho retirou sem sequer te instalado suporte para sabonete.&lt;br /&gt;Registámos e nem sequer refilámos, pois o calor humano com que fomos recebidos, saneou toda a contestação. Mais tarde haveríamos de constatar, para concluir o rol das críticas, que a iluminação nocturna é excessiva.&lt;br /&gt;Finalmente registámos a presença de equipamento adornado com bandeiras de cruz azul sobre fundo branco, igualzinhas às que o primeiro rei hasteou na batalha de Ourique, mas que hoje por estranha coincidência identificam um povo eslavo com raízes russo-suecas, os suomis da Finlândia.&lt;br /&gt;De seguida fomos consultar o programa e logo houve uma coisa em que jurámos não alinhar, uma qualquer investida sobre o moinho de vento, pois para confusões históricas já estávamos aviados, além de que a berlinga não é nenhum Rocinante.&lt;br /&gt;Julgávamo-nos livres de mais envolvimentos com a História, com todo o tempo para o lazer. Nem sabíamos quanto estávamos enganados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O coração do campo branco&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Verde será terra pequena, mas tem um circuito turístico urbano de fazer inveja a terras maiores e recheadas de monumentos. Com a vantagem de nem sequer precisarmos de transporte motorizado para o cumprir.&lt;br /&gt;Ponto obrigatório para início do circuito, a Basílica Real, decorada com painéis de azulejos que procuram retratar a tal batalha onde tivemos a ilusão de ter estado no dia anterior. A basílica é real em homenagem a D. Sebastião que por aqui passou, cinco anos antes de, numa incursão a Álcacer Quibir, se ter dado para guerrear até aos limites da insensatez, indo ao ponto de ficar sozinho a espadeirar rodeado de dezenas de descendentes dos outros que o nosso primeiro rei derrotara em Ourique. Por vontade do Desejado a batalha ainda hoje não teria acabado, mas os mouros é que não estiveram pelos ajustes e um deles, de um golpe separou a cabeça do jovem rei de um corpo que, ao que dizem, estaria há muito roído de doenças. E assim acabou a dinastia de Avis.&lt;br /&gt;Pelas crónicas que ficaram, a tal viagem de D. Sebastião, quase dois meses pelo Algarve e Alentejo, onde só não teve recepção entusiástica em Entradas e Castro Verde. O cronista Cascão, um Fernão Lopes de segunda extracção diz mesmo que só nestas terras não houve apresentação de "ordenanças a pé".&lt;br /&gt;Mas o que é isso face ao simbolismo que sobre ele exercia o tal lugar, então chamado de Cabeços, e que hoje é São Pedro embora pudesse ser Santiago! O jovem rei deve ter pensado que se o objecto da sua devoção era aquela batalha e se São Tiago iria acabar patrono de Entradas, se o seu bisavô D. Manuel I deu foral a estas terras enquanto ele em tudo procurava ter com exemplo o tio-bisavô D. João II, o melhor era acabar com as confusões. E dizem, mandou pôr a matriz na Senhora dos Remédios, provavelmente com a secreta esperança de que, pouco mais de um século depois fosse erigida, quase ao lado, a basílica onde podem ser apreciados aqueles magníficos azulejos.&lt;br /&gt;Para os interessados por arte sacra, é ainda obrigatória a visita guiada ao seu magnifico Tesouro, o que nós não perdemos.&lt;br /&gt;Da basílica seguimos para o Museu da Lucerna, onde se encontra a que dizem ser a maior colecção de candeias de azeite do que foi o império romano. Só um estranho conjunto de circunstâncias terá permitido que muitas destas peças de frágil barro permaneçam intactas, quase dois mil anos depois de saírem das mãos dos oleiros. E são largas centenas.&lt;br /&gt;Esgotado o programa da tarde, a noite reservou-nos mais uma agradável surpresa, um espectáculo de dança contemporânea, onde os profissionais da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo excederam a melhor das nossas expectativas. A peça tinha um fundo musical com os fados da nossa saudosa diva e, houvesse o cuidado de se ter preparado um libreto, estávamos perante uma quase sub-ópera.&lt;br /&gt;Fantástico, e são horas de ir dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Uma janela sobre a planície&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, mais uma surpresa extra-programa, a vila estava ocupada por uma feira de velharias, artesanato e gastronomia regional, um aperitivo de excelência para uma tarde numa "janela sobre a planície".&lt;br /&gt;Este programa iniciou-se no Monte das Oliveiras, dominante sobre uma planície, onde não há cem anos más políticas pensaram ter o celeiro de Portugal, esta pátria de vinhas à beira-mar plantadas imaginada auto-suficiente em cereais e, descoberto o erro, outras políticas igualmente más pararam a produção intensiva duma forma que poderia ter levado as terras … a não produzir nada. Salvou-as o engenho destas gentes, que vai disfarçando um mal pior. O monte é o mais acabado exemplo da estrutura rural transtagana.&lt;br /&gt;Do que alcança do alto, dá para imaginar a sul a terra revolvida por toupeiras humanas, na freguesia da Santa Bárbara de Padrões, entre as aldeias de A-dos-Neves e A-do-Corvo, tão só a mais importante actividade económica do Portugal de hoje em volume de exportações. Afinal, é da terra que nos vem tudo.&lt;br /&gt;Finda a visita ao monte arrancámos para a ermida de Nossa Senhora de Aracélis, quase um enclave castro-verdense em terras de Mértola e de onde se alcançam terras de Espanha. Depois, sempre com a planície a cheirar a um Abril maduro, campos fora até Casével onde nos esperava a Associação de Cante Vozes das Terras Brancas, desta vez sem o elenco masculino, mas não se perdeu nada, nem sequer faltou, a pedido do nosso comandante, o "passarinho das quatro da madrugada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Tudo na vida tem um fim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;Caminhamos para o fim da aventura, pouco mais resta que gastronomia e paleio.&lt;br /&gt;O jantar de "gala", as "generalidades e culatras", o almoço partilhado, o regresso às origens e o compromisso de, para o ano e para muitos mais regressarmos à aventura. E assim vamos, também nós, fazendo história.&lt;br /&gt;Depois de abandonarmos o camping, ainda demos uma última espreitada à tal igreja, da Senhora dos Remédios, também chamada das Chagas do Salvador e aí pareceu-nos ver a explicação para D. Sebastião nada ter feito por ela, se calhar adivinhou que vinha a seguir um Filipe que a reconstruiria.&lt;br /&gt;D. Sebastião deixou escola para os políticos de hoje, que não sabendo resolver os nossos problemas, ficaram à espera que viesse o FMI tomar conta disto.&lt;br /&gt;Até que um dia o povo aplique ao FMI o remédio para os filipes. Janela fora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-8430193189747378740?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/8430193189747378740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=8430193189747378740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8430193189747378740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8430193189747378740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2011/10/uma-aventura-em-castro-verde.html' title='uma aventura em Castro Verde'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-3312434546721139631</id><published>2010-09-07T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T10:17:44.056-07:00</updated><title type='text'>o caso da herança Fèteira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/TIZzfcSHPNI/AAAAAAAAAB4/O_3gnUU4eWs/s1600/Pic_0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514221777767054546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/TIZzfcSHPNI/AAAAAAAAAB4/O_3gnUU4eWs/s200/Pic_0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;CONTINUA A ESPECULAR-SE EM TORNO DE QUESTÕES MARGINAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Quando estalou o escândalo da herança Fèteira, publiquei o que tinha como provado em relação aos primeiros anos da evolução do Lúcio Fèteira, que o levou à condição de um dos homens mais ricos do mundo.&lt;br /&gt;Tudo o que publiquei resulta da memória de homens que estão à beira do centenário e não oferece qualquer dúvida quanto à sua veracidade, seja quanto à ida do Lúcio para a Legião Estrangeira, à sua passagem pelo partido comunista e pela presidência da junta de freguesia de Vieira de Leiria, a abertura e o encerramento estudados da fábrica da Guia, o título de cônsul do Paraguai e ao seu envolvimento num atentado e à fuga posterior no hidravião.&lt;br /&gt;Nada disto oferece dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A partir daqui,. a versão que eu conheci originalmente vai para duas décadas, sendo difícil obter-lhe hoje elementos comprovatórios, vale ainda assim um registo. Tem a ver com o que escrevi então sobre dois aspectos ainda hoje obscuros:&lt;br /&gt;- Terá o Lúcio Fèteira estado envolvido num tentado contra Salazar?&lt;br /&gt;- Houve ou não o beija-mão da família Fèteira ao ditador, na sequência do envolvimento do Lúcio no hipotético atentado e da sua fuga no hidroavião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;A primeira questão irá continuar envolta em controvérsia até ao final da história. De facto, o único atentado contra o ditador ocorreu em 4 de julho de 1937, logo depois de ter estalado a guerra civil espanhola, tendo todos os seus pormenores sido assumidos por Emídio Santana, anarco-sindicalista. E mesmo que se admita que uma certa característica individualista que caracterizava os militantes desta causa e que os levava a procurar protagonismo acima de tudo (veja-se a acção na véspera do 18 de janeiro de 1934 na central eléctrica de Coimbra então localizada na rua Figueira da Foz), parece de todo improvável que o Lúcio se metesse com este gente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;Resta então a hipótese de o comprovado envolvimento na tentativa de atentado contra o ministro da Indústria, ter intenções de ir mais além, ter ocorrido dez anos depois.&lt;br /&gt;Sendo hipótese não assumida pelos seus contemporâneos, não deixa de ter alguma lógica. A qual seria a de o Lúcio Fèteira, depois de ter acertado com o Cunha e o pistoleiro contratado a forma como seria concretizado o atentado contra o ministro, ter mudado de ideias e decidido que o alvo seria o próprio Salazar.&lt;br /&gt;Tudo vai continuar envolvido em brumas. O certo é que a acção contra o regime em que o nome do Lúcio Féteira pode ser envolvido, como financiador em associação com Cupertino de Miranda, é o levantamento militar de 10 de abril de 1947 nos quartéis de Tomar, Tancos e Entroncamento, falhado por falta de colaboração do restante dispositivo militar, falhanço esse que atrasou por quase três décadas a queda do regime fascista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;E é na sequência desse factos e da fuga do Lúcio que surge a segunda grande dúvida. Sabendo-se que os Fèteiras eram escora fundamental do dito "Estado Novo", e não sendo o Lúcio um dos quatro irmãos mais velhos a quem o pai confiou a propriedade da empresa, onde só entrou mais tarde por ter comprado a quota de um dos irmãos, como terá reagido a família ao envolvimento do delfim? Houve mesmo audiência de desagravo, o falado beija-mão?&lt;br /&gt;O mistério vai prosseguir, mas há uma coisa que ninguém pode esconder que é o facto de um dos seus irmãos ter sustentado publicamente a teoria de que o Lúcio tinha sido recolhido na aldeia do Pilado pouco depois de ter nascido, em consequência de uma das graves crises de fome que caracterizaram a passagem do século XIX para o século XX, e que ao regressar poderá ter sido trocado. Conta-se que até foi dito, em socorro desta teoria, que haver um lenhador nos pinhais com as características físicas dos Fèteiras e esse sim seria o verdadeiro Lúcio! A falta que nos faz hoje Alexandre Herculano para pôr estas lendas no seu devido lugar.&lt;br /&gt;Portanto, se houve ou não beija-mão dos Fèteiras a Salazar, é assunto que vai continuar no segredo dos deuses. Certo é que a ter acontecido a audiência, o ditador ao ouvir esta desculpa deve ter sorrido para dentro, anuído por conveniência e pensado lá para com os seus botões "è disto que o meu Portugal precisa".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ps1&lt;/span&gt;: A razão porque o Lúcio, que não foi destinado para "dono" da fábrica, coisa reservada pelo pai Joaquim Fèteira para os quatro irmãos mais velhos, e a forma como ele se sobrepôs a eles de tal forma que no centenário da empresa é ele que vai discursar na presença de ministros e embaixadores e depois de ter regressado da famosa fuga, terá origem no facto de ao Lúcio ter sido proporcionada a oportunidade de ir estudar para o Externato Correia Mateus, cujo edifício ainda existe.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ps2&lt;/span&gt;: Certa comunicação social continua a agarrar este assunto pelas questões marginais, o que só pode ser explicado por estar em causa muito dinheiro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-3312434546721139631?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/3312434546721139631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=3312434546721139631' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/3312434546721139631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/3312434546721139631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2010/09/continua-especular-se-em-torno-de.html' title='o caso da herança Fèteira'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/TIZzfcSHPNI/AAAAAAAAAB4/O_3gnUU4eWs/s72-c/Pic_0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-8930377913058729249</id><published>2010-08-12T11:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T03:42:58.734-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;LÚCIO FÈTEIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;como a história poderia ter sido diferente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;No final dos anos 20 do século passado, Lúcio Fèteira que era com o seu irmão gémeo o décimo filho legítimo do fundador do império metalúrgico da Vieira de Leiria, partiu para a Argélia levado pelo espírito de aventura.&lt;br /&gt;Partiu por iniciativa própria, sem dizer nada a ninguém, nem ter cortado a ligação ao PCP de que era militante. Esteve três anos naquela colónia francesa , onde fez parte da Legião Estrangeira.&lt;br /&gt;Com a prisão e o desterro de Bento Gonçalves para o Tarrafal, o partido fê-lo regressar, admitindo-se a possibilidade de assumir as funções de secretário-geral. Quando a família soube disto iam caindo o Carmo e Trindade, pois o Lúcio além de ser o único com instrução passou a ser a ovelha negra, já que todos os irmãos eram de extrema-direita, a começar pelo Albano que estava à frente das empresas da família e foi fundador da Legião Portuguesa. Lá conseguiram dissuadir o Lúcio entregando-lhe o cargo de presidente da Junta de Freguesia, onde entre outras coisas conseguiu trazer a energia eléctrica para a Vieira. Da ligação ao PCP ficou-lhe até ao fim da vida o cargo de cônsul do Paraguai que lhe haveria de ser precioso no futuro.&lt;br /&gt;Depois, com um certo ar de conveniência casou com a filha do outro grande industrial, o Dâmaso, que o fez estagiar na fábrica de vidros. Rapidamente arrancou para nova aventura que foi a de abrir a mais moderna fábrica de vidro plano, na Guia, concelho de Pombal, para onde levou os melhores operários da Marinha Grande e da Fontela. Mas ainda o negócio não tinha aquecido, aquando do primeiro aniversário da laboração, promoveu uma festa de estadão, que mais não foi que uma manobra para fechar a fábrica, abrindo outra muito maior, beneficiando dos capitais do Cupertino de Miranda, no único espaço com condições para tal, em Santa Iria da Azóia. Nascia assim a COVINA e desenhava-se no horizonte uma das maiores fortunas do mundo.&lt;br /&gt;Até que, anos mais tarde, o ministro da Indústria, Daniel Barbosa, lhe travou novos ânimos expansionistas. O Lúcio não se fez de modas e ofereceu participação no capital da empresa ao ministro, o que ele recusou por tal ser proibido aos governantes, coisa que até poderia ser contornada atribuindo-se essa quota à esposa do ministro. Só que a mulher recusou e a expansão dos negócios continuou embargada.&lt;br /&gt;Isto não travou a vontade do Lúcio Fèteira. Com um sócio, o Cunha, contratou um homem a quem entregou uma pistola e deu como missão assassinar o ministro. Só que o pistoleiro perdeu a coragem e acabou por se entregar ao ministro. O Cunha foi de imediato preso pela PIDE, mas o Lúcio ainda conseguiu arranjar um mecânico-piloto que com ele arrancou do cais do Beato, no hidroavião de que o Lúcio era proprietário e lá voaram até ao Paraguai, e daí partiu para o Brasil onde construiu mais um império.&lt;br /&gt;O Cunha passou uns anos na prisão e o Lúcio, com o poder que tinha lá conseguiu um indulto muitos anos depois.&lt;br /&gt;O Lúcio Féteira morreu à beira dos cem anos de idade, com uma fortuna colossal e uma situação familiar atípica. Ainda era casado mas, há mais de trinta anos que vivia com a ex-esposa de um amigo e sem filhos legítimos, ainda que filhos ilegítimos da família Fèteira serão centenas na Vieira de Leiria.&lt;br /&gt;Há dez anos que se perfilam os candidatos à herança, coisa que até parecia fácil face à existência de testamento. Mas quando as coisas se passam ao nível de quem levou uma vida como o Lúcio, nada pode ser dado como certo. Não é só o arrastar do processo prelos tribunais, a coisa chegou ao assassinato da que foi a companheira que viveu em união de facto com o Lúcio até a morte os separar.&lt;br /&gt;Onde é que isto vai parar?&lt;br /&gt;Eu, cá para mim, resolvia a questão de uma forma simples devolvendo toda a herança ao povo da Vieira. Afinal foi do seu suor e sofrimento que saiu aquela enorme fortuna.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-8930377913058729249?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/8930377913058729249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=8930377913058729249' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8930377913058729249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8930377913058729249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2010/08/lucio-feteira-como-historia-poderia-ter.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-8346278960259669242</id><published>2010-02-25T04:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T10:41:45.173-08:00</updated><title type='text'>coimbra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;COIMBRA já tem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Estacionamento Privativo para Autocaravanas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Está já instalada a primeira zona de estacionamento exclusiva para autocaravanas na cidade de Coimbra.&lt;br /&gt;Situada na margem esquerda do Mondego, a montante da ponte de Santa Clara, na zona que foi conhecida por "choupalinho" e onde agora coexistem vários equipamentos de lazer, onde se destaca o "queimódromo", que é o palco das principais iniciativas da Queima das Fitas.&lt;br /&gt;A zona de estacionamento fica em frente do Clube Náutico e tem, para já, como equipamento de apoio uma pequena ESA, onde as autocaravanas podem fazer o abastecimento gratuito de água potável e proceder ao despejo de cassetes químicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;COMO CHEGAR:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663300;"&gt;Para quem vem de norte pelo IC2, depois de passar a ponte de Santa Clara, vira-se à esquerda e na rotunda seguinte toma-se a última saída. Segue-se alguns metros no sentido das Lages e na primeira curva (á direita), entra-se por um acesso que fica à esquerda e onde se encontra um sinal de sentido proibido salvo trânsito local, que deve ser ignorado. Passa-se o estacionamento dos autocarros de turismo e, logo depois temos o nosso parque de estacionamento, sinalizado com indicação de estar aberto 24 horas por dia e ser permitida a pernoita. Para quem venha se sul pela IC2, deve contornar a rotunda de acesso à ponte nova e continuar a descer até à rotunda seguinte, saindo então pela primeira saída.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Coordenadas do parque N 40º 11.961' W 8º 25.730'.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;ACESSOS À CIDADE A PARTIR DO PARQUE:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Em frente do parque fica a moderna ponte pedonal. Do lado de lá são as "docas" e logo após o parque da cidade e o Largo da Portagem dominado pela estátua do "mata-frades". Estamos no centro da cidade, podendo então seguir-se a pé pela "calçada" pela baixa adiante, ou subir-se as couraças até à alta e à universidade.&lt;br /&gt;Uma recomendação especial para quem utilize este parque, é que não perca uma visita ao convento de Santa Clara a Velha. Este monumento esteve séculos debaixo de água e lama e foi recentemente recuperado. E a partir do parque, é só atravessar um túnel sob o IC2. Num raio de algumas dezenas de metros temos ainda o Portugal dos Pequenitos e a Quinta das Lágrimas. E mais não digo, que falar de monumentos na primeira capital, que é a mais monumental das nossa cidades é como comer cerejas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-8346278960259669242?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/8346278960259669242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=8346278960259669242' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8346278960259669242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8346278960259669242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2010/02/coimbra-ja-tem-estacionamento-privativo.html' title='coimbra'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-1997059128988141907</id><published>2009-12-14T11:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T11:09:43.979-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SyaP-mW7iHI/AAAAAAAAABM/mlI37-FUEeA/s1600-h/ESAleiria.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415173907570985074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SyaP-mW7iHI/AAAAAAAAABM/mlI37-FUEeA/s320/ESAleiria.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;de autocaravana pelas estradas de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;PARA QUANDO UMA ESA EM LEIRIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt; minha experiência diz-me que, é por pura ignorância que muitas autarquias continuam sem resolver coisas básicas que têm a ver com o universo autocaravanista. Das quais, a mais elementar é a que diz respeito à instalação da Áreas de Serviço par Autocaravanas, que já devia estar generalizada.&lt;br /&gt;Leiria não foge à regra. ESA é coisa que cá não há. E a falta que faz, mais até à própria cidade que aos autocaravanistas, que quando por cá param, se limitam a estacionar...&lt;br /&gt;E o problema até é de fácil solução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Os autocaravanistas que nos visitam, têm tendência para estacionar nos espaços adjacentes ao estádio, cuja parte pavimentada ocupada às terças-feiras e sábados, com o mercado. Do outro lado do rio existe igualmente um estacionamento que, face ao crescimento da Nova Leiria tem agora um carácter muito de centro de cidade. Não é aqui que o problema se resolve.&lt;br /&gt;Para nós a solução ideal, passa pela utilização do parque de estacionamento junto ao IMTT (ex-Direcção Geral de Viação), à entrada de S Romão. Situa-se no extremo oriental do Polis, junto ao Parque Radical, um estacionamento pavimentado e completamente plano que, mesmo nas alturas de maior utilização, nunca chega a atingir os 50% de utilização. Embora fique a escassas dezenas de metros da Galp, do Ibis e do MacDonalds, está de tal forma resguardado que é como estivéssemos no campo. Com a vantagem de mesmo ao lado termos um Lidl, um centro comercial Intermarché, o hospital, etc. O Polis deu-nos uma margem do rio Lis impecavelmente conservada, e dotada de caminhos pavimentados para a prática de actividades de lazer. E em poucos minutos estamos no centro da cidade. Um verdadeiro achado.&lt;br /&gt;Só falta portanto instalar uma ESA. De que é que estão à espera?&lt;br /&gt;Sugiro aos companheiros que façam uma visita ao local, onde até podem pernoitar com toda a qualidade. E que façam crescer a pressão junto da autarquia no sentido de ser desbloqueada a instalação da ESA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;como chegar:&lt;br /&gt;vindo pela A1: Ao chegar à rotunda do Hospital, sair pela esquerda e está na Circular Interna de Leiria. Contornar a rotunda seguinte (Galp, MacDonalds, Hotel Ibis) pela última saída e entrar logo na faixa da esquerda que dá acesso à Rua da Ascensão (direcção do ISLA). O IMTT (antiga Direcção Geral de Viação) fica logo alguns metros adiante. Uma vez mais à esquerda e em vez de entrar pelo portão do IMTT, guine à direita e está no estacionamento do Parque Radical.&lt;br /&gt;Vindo do IC2-N1: Se vier do sul a seguir ao Continente vira à direita e entre na rotunda D Dinis. Se vier de norte é antes do Continente. Na rotunda, escolha a primeira saída. Está na Avenida das Comunidades Europeias que não é mais que a continuação da Circular Interna. No final tem a rotunda do Mac Donalds, saia na primeira saída e siga o que acima foi dito.&lt;br /&gt;coordenadas do estacionamento N 39º 44' 03" W 8º 47' 51" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#cc0000;"&gt;INFORMAÇÃO ADICIONAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Respondendo a uma questão posta, esclareço o complexo de ténis fica do outro lado do rio Lis e é acedido a partir deste estacionamento através de uma ponte pedonal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;E já agora acrescento que no estacionamento há internet gratuita. É só aceitar as condições de "leiriaregiãodigital" e navegar à vontade. Boa estadia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-1997059128988141907?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/1997059128988141907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=1997059128988141907' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/1997059128988141907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/1997059128988141907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2009/12/de-autocaravana-pelas-estradas-de.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SyaP-mW7iHI/AAAAAAAAABM/mlI37-FUEeA/s72-c/ESAleiria.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-7144069013590766694</id><published>2009-11-25T06:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T06:55:08.720-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#cc9933;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;de autocaravana pelas estradas da Europa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;ONDA CURTA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;levar Portugal a todo o mundo através da rádio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O solstício de verão é a época de ouro, para nos aventuramos de autocaravana pela Europa fora rumo a norte. Quanto mais subimos em latitude, maiores são os dias, com o consequente melhor aproveitamento que nos dá para desfrutarmos de outras terras .&lt;br /&gt;Este ano apontámos para a Bretanha na segunda quinzena de Junho e prolongámos a estadia até à primeira semana de Julho. Tivemos o cuidado de previamente consultarmos o sítio de RDP Internacional, para obtermos o mapa de frequências e os horários de emissão em onda curta. Praticamente todos os dias, de manhã e à noite, ligávamos o rádio e lá íamos tendo notícia do que por cá se passava. Até que, no último domingo do nosso roteiro, constatámos que a RDP ocupava aquele espaço, durante uma hora inteira com a transmissão de uma missa Este facto pareceu-nos inexplicável e, quando regressámos expusemos a questão ao Provedor do Ouvinte (o jornalista Adelino Gomes).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Eis o texto da nossa exposição:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#336666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Sr Provedor do Ouvinte:&lt;br /&gt;A RDP Internacional é minha companhia habitual todos os anos, quando aproveito alguns dias de férias para me aventurar pela Europa.&lt;br /&gt;No passado dia 5 de Julho (domingo) sintonizei a banda dos 25m (12.020KHz) e para minha surpresa, constatei que entre as 8h00 e as 9h00, hora de Lisboa, a emissão foi integralmente preenchida com a transmissão de uma missa.&lt;br /&gt;Já há anos vos chamei a atenção para esta situação. É que nem sequer é preciso invocar a laicidade do Estado, já que o facto de se transmitir um serviço religioso através da onda curta, seja ele qual for, revela uma total desatenção para com os objectivos que determinam a concessão planetária deste espaço das rádio-frequências. A RDP Internacional está, desta forma, a prestar um mau serviço e a desperdiçar um bem que é escasso e precioso.&lt;br /&gt;Por mim, passado o primeiro susto e depois de olhar em volta para ver se quem estava por perto não me tinha tomado por um qualquer talibã, a solução foi desligar o rádio e perder uma tão apetecida hora de contacto com Portugal.&lt;br /&gt;Faço votos de que esta anomalia seja rapidamente resolvida."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;A exposição foi recebida pelo Provedor em 20 de Julho, que dois dias depois informou-me estar a trabalhar o assunto. A resposta definitiva veio em 9 de Setembro, tendo em conta que o Provedor teve de inquirir os responsáveis de RDP Internacional e entretanto meteram-se as férias. Pediu-me então para gravar o meu depoimento, o que se revelou difícil pois fui acometido por um princípio de afonia, tecnicamente ultrapassado pelo elevado profissionalismo dos sonoplastas da RDP. Uma semana depois a minha exposição foi para o ar, juntamente com os comentários da Direcção da RDP Internacional.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Da justificação que foi dada, de que não possuo gravação, retive dois aspectos essenciais, a saber:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1 - Que a transmissão da missa através da onda curta era de uma importância tal que, até já tinha acontecido uma vez, nos Açores, em que a falta dum padre para celebrar a missa foi resolvida com a colocação do rádio no altar;&lt;br /&gt;2 - Que há hábitos instalados na nossa comunidade emigrante, que não prescinde da transmissão de tal serviço religioso através da onda curta.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O primeiro argumento deixou-me perplexo. Conheço um pouco dos Açores, e pelo menos uma ilha em pormenor (São Jorge) e não estou a ver aquela gente a aceitar que aquele território seja sujeito ao estatuto de fora de pátria, onde não chega a onda média e o FM. Esquisito. Sacudi a cabeça, voltei à realidade e lá dei o desconto de que, muito provavelmente o responsável da RDP Internacional que isto dizia estaria em simultâneo a compor um texto para o "portugalex". Passei adiante.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Já o segundo argumento merece-me todo o respeito. Será mesmo assim? E impus-me o esforço de tentar obter elementos que me permitam saber de que lado está a razão. Tarefa difícil, porque nessa área os meus contactos são escassos.&lt;br /&gt;Servi-me então da experiência por que passei em 1983, no trabalho que desenvolvi de apoio à nossa comunidade emigrante no departamento 94 (Vale de Marne). Fosse hoje ainda vivo o saudoso Duarte, homem que fez milagres no fenómeno das rádios-livres que proliferou naquela época e teria um retrato rigoroso. A esta ponta acrescentei outra de laços familiares em Toulouse, de modo a estabelecer uma rede de duas dúzias de colaboradores, os quais permitiram saber da opinião, sobre sesta matéria, de pelo menos uma centena de portugueses emigrados.&lt;br /&gt;Com um quadro destes, a sondagem teria de ser muito simples, de molde a obter a opinião dos respondentes sobre três questões:&lt;br /&gt;Se ouviam a RDP Internacional;&lt;br /&gt;Se ouviam a missa das 9 da manhã de domingo;&lt;br /&gt;Caso não ouvissem a tal missa, e estivessem ligados à RDP Internacional quando ela começava, se desligariam o rádio como eu fiz.&lt;br /&gt;Para os especialistas em sondagens, este meu questionário pode parecer pouco ortodoxo, mas para mim pareceu-me ser a melhor forma de ter resposta às minhas dúvidas. Passaram-se dois meses e tenho agora uma amostra, constituída pela opinião de mais de uma centena de portugueses.&lt;br /&gt;Os resultados confirmam o que já previa. Se quanto aos ouvintes da RDP Internacional foi suplantada a minha previsão, pois mais de metade ouvem aquela emissora, quanto aos ouvintes da missa, o resultado é aterrador: Nenhum dos inquiridos tem o rádio ligado naquela hora. E há alguns que confessam ter o rádio ligado quando a missa começa, desligando-o de imediato.&lt;br /&gt;Que fique claro que o que está em causa, não tem a ver com o facto de a RDP Internacional ser uma emissora oficial de um estado laico. O problema é mais profundo e tem a ver com a própria concepção da onda curta, onde salvo em situações muito excepcionais, não cabe a transmissão de tais eventos. Coisa que a Direcção da RDP Internacional tarda a perceber.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-7144069013590766694?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/7144069013590766694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=7144069013590766694' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/7144069013590766694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/7144069013590766694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2009/11/de-autocaravana-pelas-estradas-da.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-827424546823011808</id><published>2009-11-21T04:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T04:49:31.684-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;de autocaravana pelas estradas de Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Em 2008 resolvi equipar a autocaravana com uma televisão LCD, tendo em vista o aproveitamento de espaço que um ecrã plano proporciona, aspecto sempre a ter em conta na relação com a viatura que nos dá o prazer supremo de acedermos a esta forma de viver o mundo.&lt;br /&gt;O aparelho que elegi, além de ter a espessura de um livro, o que permitiu aplicá-lo com facilidade numa das paredes, trazia uma vantagem adicional, pois já vinha equipado para receber a televisão digital terrestre, coisa que chegaria a Portugal num futuro próximo. Logo na primeira saída, ao parar em Salamanca, foi um deslumbramento. É que o aparelho não só sintonizou automaticamente uma dúzia de canais como ainda revelou aquilo de que não estávamos à espera, uma qualidade de imagem impensável em Portugal mesmo nas redes digitais por cabo.&lt;br /&gt;Entretanto entrámos no último trimestre de 2008 e é feito o anúncio do lançamento para este ano da TDT em Portugal. Esfregámos as mãos de contentes, pois íamos ter também na nossa terra a oportunidade de ver televisão na autocaravana com qualidade, digamos "europeia".&lt;br /&gt;O pior é que passou-me mais de metade do ano de 2009 e de televisão digital népia, ainda que tenhamos feito sucessivas tentativas. Só nos restou a solução de contactar o vendedor do equipamento para saber das razões de tal situação.&lt;br /&gt;A resposta deixou-nos atónitos. Respigamos o essencial:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"o seu receptor vem equipado com um sintonizador digital terrestre com descodificador MPG2, que é usado em quase toda a Europa. No entanto em 26 de Fevereiro de 2009 o Conselho de Ministros português definiu a norma MPG4 para Portugal e o apagão do sinal analógico para 2012. A 3 de Março deste ano a PT publicou os parâmetros técnicos para a recepção de TV digital em Portugal e a adopção do MPG4 como norma em Portugal. Não é norma vinculativa pois há marcas que ainda comercializam os seus LCD’s sem a norma MPG4".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Na prática nunca irei sintonizar nenhum canal digital em Portugal. E a partir de 2012 este aparelho, só por si, como a quase totalidade dos actualmente a funcionar no nosso país, não servirão para nada!&lt;br /&gt;Não foi difícil perceber o que está em causa. A nossa rede de emissores de TDT vai emitir um sinal de televisão que não pode ser recebido por qualquer televisor em uso no resto da Europa e vice-versa. Coisa estranha e de que ninguém perceberá a utilidade. A não ser...&lt;br /&gt;Foram as dúvidas que me levaram a recuar à lembrança do meu primeiro emprego, quando em 1964 fui trabalhar para a pioneira das interurbanas automáticas na empresa que é actualmente a PT. Após alguns contactos encontrei aí alguém que me deu uma interpretação para esta história. Para este especialista, esta decisão tem a ver com interesses comerciais, já que depois desta fase, que terá como primeira consequência já em 2012 a desactivação de todas as antenas de VHF (mesmo as de VHF3 as de elementos mais curtos), outra se seguirá em que, inevitavelmente, a transmissão de televisão por ondas hertzianas passa a ser residual, havendo em quase todas as habitações uma ligação aos operadores de cabo, seja por fibra ou por satélite. Acabarão então as antenas que enfeitam os telhados das nossas casas.&lt;br /&gt;Não me parece que a coisa seja assim tão linear, mas o pior é perceber os efeitos desta medida em relação aos campistas e autocaravanistas. O meu interlocutor apenas me adiantou que ninguém deve ter pensado nisso.&lt;br /&gt;Admitamos que no ano de 2012 já tão próximo, teremos encostadas os nossos actuais televisores e adquirido novos já com a norma MPG4. Pois, mas o pior é que mal passemos a fronteira, mesmo estes novos estes aparelhos não servem para nada. Na prática vamos ser confrontados com um muro de novo tipo, separando Portugal da Europa e com uma extensão nunca antes imaginada. Pensado, afinal, com o mesmo objectivo de todos os outros de betão que existiram, existem ou serão levantados. São sempre os interesses do poder económico que estão na sua origem!&lt;br /&gt;Não restam dúvidas que estamos perante uma prepotência inaceitável. Quem governa este país tomou uma medida contra os interesses dos autocaravanistas, sem os ouvir e com o objectivo declarado de os prejudicar. Prepotência que exige que se lute contra ela.&lt;br /&gt;Paradoxalmente, esta nova fronteira traz-nos à memória aquele grande homem que nasceu numa terra que foi passando de um lado para o outro de outras fronteiras, e que por tal ainda hoje tem dois nomes Trier ou Tréveris. Merece que lhe adaptemos a sua principal palavra de ordem, que para este caso ficará&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;"Autocaravanistas de todo o Portugal, uni-vos!".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-827424546823011808?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/827424546823011808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=827424546823011808' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/827424546823011808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/827424546823011808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2009/11/de-autocaravana-pelas-estradas-de_21.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-3864558705654083529</id><published>2009-11-16T09:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T09:23:38.755-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de autocaravana pelas estradas de Portug&lt;/span&gt;al&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;ONDE PARAR!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nas últimas décadas tem vindo a acelerar-se um processo de desumanização das nossas vias de comunicação rodoviárias. Organismos oficiais e projectistas convergiram num sentimento comum, que é o de que as estradas servem apenas para que quem nelas se aventure, o faça com o exclusivo objectivo de partir de um ponto para atingir outro, sem aproveitar nada do que faz parte do caminho. Como se quem circula nas nossas estradas, mesmo que na posse de todos os sentidos, não seja mais do que uma variante de mercadoria, que se despacha asfalto adiante.&lt;br /&gt;Passa-se isto num país pleno de belezas naturais, como é o nosso Portugal.&lt;br /&gt;Os autocaravanistas têm desta problemática uma visão particular. Sentem como ninguém o que é ir pela estrada fora e terem de fazer quilómetros e quilómetros à procura de uma sítio para encostarem para os mais diversos motivos. E não é só nas auto-estradas porteadas, onde sabem à partida que têm de pagar portagens caras e que as áreas de serviço apenas servem para comprar o jornal, já que todos os outros serviços são pagos com tarifas de salteador. Nas outras, as chamadas scut's, ainda vai havendo algum bom-senso, registe-se a qualidade da A24 na serra de Bigorne e alguns outros exemplos. Também nas estradas nacionais, nomeadamente os IC's e os IP's a situação não é famosa, nomeadamente no que toca à existência de locais decentes para parar.&lt;br /&gt;Por isso, vale a pena que todos façamos um pequeno esforço, registando os exemplos que contrariam esta regra e divulgando-os para que tiremos proveito deste prazer que deveria ser o de circular de autocaravana país adentro.&lt;br /&gt;O IC8, entre Pombal e a A23 nas cercanias de Vila Velha de Ródão, é um exemplo acabado do que atrás fica dito. Via estruturante pois é das poucas transversais de que dispomos, com um traçado relativamente recente, não dispõe de coisas tão elementares como sejam postos de abastecimento de combustível, de tal forma que quem roda para leste, depois de Ansião que se cuide.&lt;br /&gt;No meio desta desgraça toda registe-se uma coisa notável. Ao quilómetro 84, passada a saída para Figueiró dos Vinhos, antes da passagem superior que dá acesso a Graça e Vila Facaia, um pequeno parque de merendas prova como é possível fazer bem sem grandes alaridos. Mesas, sombra, água corrente e até um pequeno jardim infantil, tudo um regalo para quem já não espera por surpresas destas. E ainda, pasme-se, instalações sanitárias de qualidade e sempre irrepreensivelmente limpas, separadas por sexo e onde não falta papel higiénico e sabão! A escassos metros e à vista do itinerário complementar, mas ainda assim protegida dos ruídos, esta é uma obra a merecer todos os louvores. À entrada uma placa indica que "Adega" é o nome da terra e depois mais nada referencia esta obra, nem quem esteve na sua origem, ou se esteve algum membro do governo ou autarca na sua inauguração, sinal de que foi feita para servir quem passa e não para promover quem a fez.&lt;br /&gt;Merece registo. E que os autocaravanistas que por lá passam aí percam alguns momentos, a melhor homenagem que lhe pode ser feita.&lt;br /&gt;Para completo registo aqui ficam as coordenadas do Parque de Merendas N 39º55.497' W8º.13.127'&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-3864558705654083529?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/3864558705654083529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=3864558705654083529' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/3864558705654083529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/3864558705654083529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2009/11/de-autocaravana-pelas-estradas-de_16.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-1391364259643107020</id><published>2009-04-16T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T11:50:54.138-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;GPS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;como introduzir uma localização por coordenadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000066;"&gt;Por vezes torna-se mais prático introduzir um destino no GPS utilizando as coordenadas geográficas do local, em vez da morada ou do código postal.&lt;br /&gt;Põe-se então o problema que é o de, na maioria dos casos, dispor-se apenas das coordenadas (latitude e longitude) em sistema sexagesimal (graus, minutos, segundos) e o aparelho só aceitar as coordenadas em graus e seus submúltiplos.&lt;br /&gt;Para obter as coordenadas a introduzir, deve proceder-se da seguinte forma:&lt;br /&gt;Introduzir o valor em graus e o separador (em regra o ponto, mas há casos em que é válida a vírgula);&lt;br /&gt;Consultar a tabela no verso, somar as equivalências centesimais dos minutos e segundos;&lt;br /&gt;Acrescentar o valor obtido à direita do ponto ou vírgula dos graus já inseridos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;EXEMPLO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#660000;"&gt;coordenadas 39º 05' 59"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;pela tabela:&lt;br /&gt;05' 08333&lt;br /&gt;59" 01638 somando dá&lt;br /&gt;09971&lt;br /&gt;isto quer dizer que: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;39º 05' 59" = 39.09971º (ou 39,09971)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;para os mais interessados convém saber que 1" corresponde em latitude a cerca de 30metros no terreno (1'= 1800m). Este valor, na longitude, é válido apenas no Equador, indo depois diminuindo para os polos. O valor exacto resulta da multiplicação pelo coseno do ângulo correspondente à latitude. Assim em Portugal 1" serão cerca de 23 metros, e em Oslo (60º N) será metade (15m).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;TABELA PARA CONVERSÃO DE&lt;br /&gt;graus sexagesimais em graus centesimais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;' " ' " ' "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;01&lt;/span&gt; 01666 00027 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;21&lt;/span&gt; 35000 00583 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;41&lt;/span&gt; 68333 01138&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;02&lt;/span&gt; 03333 00055 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;22&lt;/span&gt; 36666 00611 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;42&lt;/span&gt; 70000 01166 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;03&lt;/span&gt; 05000 00083 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;23 &lt;/span&gt;38333 00638 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;43&lt;/span&gt; 71666 01194&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;04&lt;/span&gt; 06666 00111 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;24&lt;/span&gt; 40000 00666 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;44&lt;/span&gt; 73333 01222&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;05&lt;/span&gt; 08333 00139 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;25&lt;/span&gt; 41666 00694 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;45&lt;/span&gt; 75000 01250&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;06&lt;/span&gt; 10000 00166 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;26 &lt;/span&gt;43333 00722 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;46&lt;/span&gt; 76666 01277&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;07&lt;/span&gt; 11666 00194 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;27&lt;/span&gt; 45000 00750 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;47&lt;/span&gt; 78333 01305&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;08&lt;/span&gt; 13333 00222 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;28&lt;/span&gt; 46666 00777 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;48&lt;/span&gt; 80000 01333&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;09&lt;/span&gt; 15000 00250 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;29&lt;/span&gt; 48333 00805 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;49&lt;/span&gt; 81666 01361&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;10&lt;/span&gt; 16666 00277 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;30&lt;/span&gt; 50000 00833 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;50&lt;/span&gt; 83333 01388&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;11&lt;/span&gt; 18333 00305 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;31&lt;/span&gt; 51666 00861 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;51&lt;/span&gt; 85000 01416&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;12&lt;/span&gt; 20000 00333 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;32&lt;/span&gt; 53333 00889 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;52&lt;/span&gt; 86666 01444&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;13&lt;/span&gt; 21666 00361 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;33 &lt;/span&gt;55000 00916 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;53&lt;/span&gt; 88333 01472&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;14&lt;/span&gt; 23333 00388 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;34&lt;/span&gt; 56666 00944 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;54&lt;/span&gt; 90000 01500&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;15&lt;/span&gt; 25000 00416 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;35&lt;/span&gt; 58333 00972 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;55&lt;/span&gt; 91666 01527&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;16&lt;/span&gt; 26666 00444 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;36&lt;/span&gt; 60000 01000 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;56&lt;/span&gt; 93333 01555&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;17&lt;/span&gt; 28333 00472 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;37&lt;/span&gt; 61666 01027 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;57&lt;/span&gt; 95000 01583&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;18&lt;/span&gt; 30000 00500 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;38&lt;/span&gt; 63333 01055 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;58&lt;/span&gt; 96666 01611&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;19&lt;/span&gt; 31666 00527 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;39&lt;/span&gt; 65000 01083 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;59&lt;/span&gt; 98333 01638&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;20&lt;/span&gt; 33333 00555 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;40&lt;/span&gt; 66666 01111 ... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;60&lt;/span&gt; 00000 00000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;copyright Manuel Cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-1391364259643107020?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/1391364259643107020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=1391364259643107020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/1391364259643107020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/1391364259643107020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2009/04/tabela-para-conversao-de-graus.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-8657432681084407637</id><published>2008-12-09T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T08:44:59.608-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Importante para todos os campistas, caravanistas e autocaravanistas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já entraram em vigor as novas disposições legais, que regulam o funcionamento dos parques de campismo.&lt;br /&gt;foi publicada a Portaria 1320/2008 de 17/11&lt;br /&gt;(entrou em vigor no dia seguinte)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;Instalação, classificação e funcionamento dos parques de campismo e caravanismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Numa primeira leitura, os principais aspectos a ter em consideração, são os seguintes:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 2º&lt;/span&gt; - Os parques podem ser públicos (para toda a gente) ou privativos (apenas para os associados)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 4º&lt;/span&gt; - Os parques estão obrigados a ter sombras naturais. Enquanto não as tiverem é obrigatória a criação de sombras artificiais.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 5º&lt;/span&gt; - Os parques estão obrigados a ter uma área útil de 13m2 por utente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 6º&lt;/span&gt; - A área destinada a acampamento não pode exceder 60%da área total do parque.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 9º&lt;/span&gt; - A superfície mínima destinada a cada equipamento é de 25 m2.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 10º&lt;/span&gt; - Da vedação à área destinada às instalações deve haver uma distância mínima de 3m. É interdito o estacionamento de veículos nas vias de circulação interna.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 11º&lt;/span&gt; - O estacionamento de veículos só é permitido em áreas expressamente previstas para o efeito.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 14º&lt;/span&gt; - É interdita a instalação de coberturas laterais. As coberturas superiores não podem ultrapassar a área das tendas ou caravanas e ser de material resistente ao fogo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 19º&lt;/span&gt; - Havendo bangalós, não podem ultrapassar 25% da área total destinada a campistas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 24 º&lt;/span&gt; - Só é permitido acender fogo em equipamentos autorizados no regulamento do parque. Não é permitido implantar estruturas fixas ou proceder à pavimentação do solo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 25º&lt;/span&gt; - O regulamento interno do parque regula a admissão de animais, as condições a que deve obedecer o material desocupado, os equipamentos de queima autorizados e a circulação de veículos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 27º&lt;/span&gt; - Os parques que admitam caravanas ou autocaravanas devem dispor de estação de serviço&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 28º&lt;/span&gt; - A área de terreno mínima para caravanas e autocaravanas é de 50 m2.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;artigo 29º&lt;/span&gt; - Existindo áreas exclusivas destinadas a autocaravanas, que não se encontrem integradas em parques de campismo, apenas estão obrigadas às disposições respeitantes a coberturas, devem dispor de recepção presencial ou automática e a permanência não pode ultrapassar 72 horas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-8657432681084407637?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/8657432681084407637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=8657432681084407637' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8657432681084407637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/8657432681084407637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2008/12/importante-para-todos-os-campistas.html' title=''/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-9194808872576132148</id><published>2008-11-16T03:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T10:13:14.029-08:00</updated><title type='text'>conjuro da queimada</title><content type='html'>CONJURO DA QUEIMADA&lt;br /&gt;Parque de Campismo "Quinta do Rebentão"&lt;br /&gt;12 de Julho de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapos e bruxas, mouchos e crujas,&lt;br /&gt;demonhos, trasgos e dianhos,&lt;br /&gt;spírtos das eneboadas beigas,&lt;br /&gt;corvos, pegas e meigas,&lt;br /&gt;feitiços das mezinheiras,&lt;br /&gt;lume andante dos podres canhotos furados,&lt;br /&gt;luzinha dos bichos andantes,&lt;br /&gt;luz de mortos penantes,&lt;br /&gt;mau olhado, negra inveija,&lt;br /&gt;cheiro de mortos, trevões e raios,&lt;br /&gt;uivar de cão, piar de moucho,&lt;br /&gt;pecadora língua de má mulher&lt;br /&gt;casada cum home belho.&lt;br /&gt;Vade retro, Satanás,&lt;br /&gt;prás pedras cagadeiras!&lt;br /&gt;Lume de cadávres ardentes,&lt;br /&gt;mutilados corpos dos indecentes,&lt;br /&gt;peidos de infernais cus.&lt;br /&gt;Barriga inútil de mulher solteira,&lt;br /&gt;miar de gatos que andam à janeira,&lt;br /&gt;guedelha porca de cabra mal parida!&lt;br /&gt;Com esta culher levantarei labaredas deste lume,&lt;br /&gt;que se parece co do inferno.&lt;br /&gt;Fugirão daqui as bruxas,&lt;br /&gt;por riba de silbaredos e por baixo de carvalhedos,&lt;br /&gt;a cabalo na sua bassoira de gesta,&lt;br /&gt;pra se juntarem na Quinta do Rebentão&lt;br /&gt;e se banharem nas águas límpidas das suas Piscinas&lt;br /&gt;E voltarem assim purificadas, inofensivas,&lt;br /&gt;a este paraíso Campista.&lt;br /&gt;Oubide! Oubide&lt;br /&gt;os rugidos das que estão a arder nesta caldeira de lume.&lt;br /&gt;E cando esta mistela baixe polas nossas gorjas,&lt;br /&gt;ficaremos libres dos males e de todo e embruxamento.&lt;br /&gt;Forças do ar, terra, mar e lume,&lt;br /&gt;a vós requero esta chamada:&lt;br /&gt;Se é verdade que tendes mais poder&lt;br /&gt;que as humanas gentes,&lt;br /&gt;fazei que os spírtos ausentes&lt;br /&gt;dos campistas que andam fora&lt;br /&gt;participem connosco desta queimada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjuro da Autoria do Padre António Fontes de Vilar de Perdizes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-9194808872576132148?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/9194808872576132148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=9194808872576132148' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/9194808872576132148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/9194808872576132148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2008/11/conjuro-da-queimada.html' title='conjuro da queimada'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-9103753622475781193</id><published>2008-11-16T03:16:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T03:52:21.996-08:00</updated><title type='text'>edições cá sete</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SSADXfoWVUI/AAAAAAAAAA0/Cm2GWfpieq0/s1600-h/fotoEUROVELA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269215266186089794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 117px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SSADXfoWVUI/AAAAAAAAAA0/Cm2GWfpieq0/s320/fotoEUROVELA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;Tranquilino Maia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Eurovela e o Monstro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SSADXfoWVUI/AAAAAAAAAA0/Cm2GWfpieq0/s1600-h/fotoEUROVELA.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nota prévia&lt;br /&gt;A EUROVELA começou por ser uma pequena empresa, localizada em Salir de Matos, Caldas da Rainha, especializada no fabrico de velas de cera decorativas. Cresceu até possuir um grande estabelecimento fabril na Zona Industrial. No auge do crescimento, faleceu o empresário que a tinha fundado e a fábrica ficou entregue à viúva e a quem ela se fez rodear, sendo que todos somados não chegavam para garantir o funcionamento da empresa tal como existia até então. Como é costume nestes processos entrou em fase acelerada de degradação e, com insolvência iminente, os patrões entraram pelo caminho de violar os mais elementares direitos dos trabalhadores, desde salários em atraso a despedimentos selvagens.&lt;br /&gt;A luta não se fez esperar e atingiu uma dimensão até aí desconhecida em terras de Bordalo Pinheiro. Depois de manifestações e concentrações, os trabalhadores despedidos instalaram um acampamento no logradouro da fábrica com o objectivo de evitarem a delapidação do património. Mesmo com a intervenção das autoridades, o acampamento não foi desmontado e daí, os trabalhadores passaram à ocupação integral da empresa até ao seu encerramento definitivo. O acampamento chegou a ser transferido temporariamente para uma das praças principais de Caldas da Rainha, num relvado frente à Câmara, ao Tribunal e à Repartição de Finanças.&lt;br /&gt;Foi uma luta exemplar e motivou esta fábula de Tranquilino Maia.&lt;br /&gt;As edições cá sete, que até aí se dedicavam apenas a publicações "tesoura e cola" e raros panfletos, editaram A Eurovela e o Monstro no formato de livro de cordel. Foi portanto a estreia desta via editorial, cujas edições se limitam a escassas centenas de exemplares, distribuídos gratuitamente e sem depósito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquilino Maia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A Eurovela e o Monstro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;fábula social&lt;br /&gt;edições cá sete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capítulo I&lt;br /&gt;A BELA&lt;br /&gt;Era uma vez. É assim que começam todas as histórias, é também assim que começa esta história. Que mete belas, monstros, feitiços e histórias de encantar, fadas e bruxas, lacaios e eunucos. Não falta cá nada. E se faltar, ainda está a tempo de entrar.&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, porque é uma história de encantar, tudo gira á volta da "bela". Longe vão os tempos em que havia uns cantos do mundo escondidos, e então era lá, à volta do palácio dum rei bom e dum príncipe encantado, que tudo se passava. Agora que já vamos no século vinte e um, que dos reis só restam meia dúzia de palermas, se são bons duvidamos porque se assim fosse haveriam de se dedicar a outra ocupação que não a de monarcas, e príncipes encantados só nas revistas dos futebóis e do jet-set, com um cenário destes temos de nos contentar com o que há. E siga a história.&lt;br /&gt;Procuremos então a bela. E onde? Ah! é verdade o povo continua a existir, e então se o povo é a única coisa que ficou destas histórias de fadas, e como o povo agora é povo da Europa, a história passa-se nesse reino, salvo seja, mágico, que é a Europa. Para quem não saiba fica ali mesmo ao virar da esquina, quem não se puser a pau até está já lá dentro sem saber, ou fazendo de conta, estando e não estando, se sim para o bem e se não para o mal, ou vice-versa que cabe cá tudo. E então a bela é da europa, a europa é da bela, a bela europa, a europa bela, quem dia bela lá vem uma vez em que arrasta o sotaque para o tripeiro e diz vela, quem diz europa fica-se por euro, para poupar e já está, euro e vela, temos princesa e vamos chamar-lhe eurovela!&lt;br /&gt;E por todos os cantos do palácio se há-de cantar à bela "Oh! Ana vem cá, Oh! Ana vem cá…". E se calhar se irá por caminhos e veredas em busca de novas formas, que os cânticos nunca serão demais e a imaginação que não falte, e se as modas vão mudando. de tal forma que quando esta história se passa o que se cantava era "as meninas da ribeira do Sado têm carrapatos atrás das orelhas", eis que por conveniência das modas a bela se converte ao carrapato. Só que por ignorância pura e lembranças da salsa e cebola, em vez de ir parar às carraças, acachapa no feijão do dito, o carrapato, que o povo, chama de "frade" e temos outra vez que o povo entra a querer estragar esta história. Mas não vai ser capaz, coitadinho do povo, coitadinho, ou abreviando como fica bem e já que íamos por aí, coitadinho fica coutinho. Será? Se não for a história o dirá.&lt;br /&gt;Já temos bela, só falta o monstro. E aí vamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capítulo II&lt;br /&gt;O MONSTRO&lt;br /&gt;Era suposto que a bela se iria picar no fuso duma roca, pelo menos foi assim que nos ensinaram. Sucede que esta história se passa não em terra de tecelões, mas numas caldas do oeste, onde os artesãos pouco sabiam de fiar o linho, antes tinham transferido toda a sua ciência para a moldagem do barro, dando-lhe formas que poderão parecer esquisitas, mas que de mais natural nada haverá. Temos assim que se a bela adormeceu, e se ficou á espera do beijo do príncipe por ter sido picada, isso deve ter envolvido qualquer coisa mais volumosa. E fiquemo-nos por aqui que esta é uma história para contar às crianças e ao povo.&lt;br /&gt;Cá para mim tenho que a bela do feijão carrapato, não se deve ter aleijado muito na primeira parte da história, aquela em que se pica. Não só pela sugestão que atrás fica, mas muito mais porque se sabe que a princesa se saiu aqui muito bem, e se vier a ser picada, se houver sangue será na parte final da história, o que quer dizer que anda tudo ao contrário, já nada é como era dantes.&lt;br /&gt;A bela está então num mundo de fadas. Com o apoio dos melhores dos seus fiéis súbditos, ou não se tratasse duma princesa, meteu-se numa grande empresa, a de fazer velas para toda a europa, ou não fosse ela uma eurovela. E logo ali decidiu que tudo tinha de correr pelo melhor dos mundos, com ordem como mandam os bons costumes, para ela o ordenado não poderia ser muito mais que três mil contos, mas para os súbditos seria sempre assegurado o salário mínimo nacional. Como se vê, nenhum pormenor foi descurado, isto era o que se pode chamar o reino da "justiça social". E siga a história.&lt;br /&gt;capítulo III&lt;br /&gt;O NATAL&lt;br /&gt;Naquele Natal em que a eurovela se picou, o rei sempre a pensar no conforto do seu povo, tinha posto uns durões no governo e deu-lhes a missão de empacotar o povo, que como todos sabemos nada há de mais confortável que um pacote. Sabe-se que houve uns que protestaram, há mesmo quem diga que os protestos atingiram uma dimensão nunca vista, mais de um milhão e setecentos mil, o que para um reino pequeno deve ser mentira, mas pronto as coisas são o que são.&lt;br /&gt;E a eurovela lá deve ter pensado, que nunca ninguém disse que as princesas estavam proibidas de pensar, lá que parece, parece, mas falta a prova, deve ter pensado que devia também fazer qualquer coisa pelo bem do seu povo, e deve ter mesmo pensado que esta coisa de ela sacar três mil contos e quem trabalhava não passar do salário mínimo, não devia estar certo e teria de ser alterado. Quem sabe destas coisas dirá que é coisa sem lógica, pois assim como vai dito é que as coisas são e devem ser, mas caramba, estamos numa história de fadas e deixem-nos sonhar.&lt;br /&gt;Portanto, a eurovela decidiu que vai mudar o curso da história, que vai acabar com a exploração. Depois disto não haverá mais quem ganhe num mês para cima dos salários somados dum trabalhador em toda uma legislatura, agora que parece que perdemos a agilidade de fazê-las curtas. E se bem o pensou, melhor o fez, mandou o povo para casa uma semana do Natal até ao Ano Novo e pôs-se a matutar numa solução final para o problema. Foi aí que se fez luz na sua mente. Pondo-se fora da fábrica quem trabalhava muito e ganhava pouco, acabava a discriminação. Como é que nunca ninguém tinha pensado nisto!&lt;br /&gt;Faltava só encontrar a forma de concretizar tão brilhante ideia. Logo percebeu que tinha de fazer uma carta, faltava saber quem a faria e em que termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capítulo IV&lt;br /&gt;O EUNUCO&lt;br /&gt;Como princesa que se prezava, não dispensava um eunuco na sua corte. A quem incumbia das tarefas difíceis, e foi a quem naturalmente foi calhar encontrar a solução para o dilema do Natal. Eis então o nosso eunuco, a partir para a campanha decisiva, candidamente de branco vestido com a sua batina vistosa.&lt;br /&gt;Dizem as más línguas que este eunuco não era bem como devia ser. Sabido era que o que saltava à vista no que toca a órgãos avariados, facilmente se concluía que deveria andar mais por um pólipo que por outra coisa. Falando direito, mais do que provado que fosse capado, gago era de certeza.&lt;br /&gt;E vai então o eunuco gago, à procura de quem fizesse a carta. Da ordem do reino contava então da existência de prefeitos distritais, e um que estaria por esse tempo na reserva foi feito consultor e recomendou ao eunuco que procurasse advogado a quem encomendar as cartas.&lt;br /&gt;E lá vai o nosso eunuco gago em demanda de advogados, palreando em cada esquina da forma que a sua deficiência lho permitia que viessem ad-advogados acudir à precisão da eurovela princesa. E não é que vieram mesmo, logo em cima do Natal e ainda antes do Ano Novo lá estavam os AD-Advogados com as cartas prontas a seguirem. Para que a história não parasse.&lt;br /&gt;Da castração do eunuco que não está provada, ficam porém grandes desconfianças, já que pelo contrário, a criatura ganhou fama de que estava a pensar em fornicar o povo. Falhou a concretização mas não se livra de que se diga que terá caminhado pela tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capítulo V&lt;br /&gt;O BEIJO DO PRINCIPE ENCANTADO&lt;br /&gt;Porque o inspector-geral do reino andasse concubinado com outras eurovelas, porque o prefeito daquele distrito não se distinguisse muito do antecessor que tinha dado em consultor, havendo mesmo quem afiançasse que tinha sido transformado por arte doutra fada má num porco pequenino, porque o ministro a quem o povo queria explicar das suas razões entrou pela porta do cavalo, não admira que esta história esteja toda ao contrário. Ele são os homens das leis a recomendar que elas não sejam aplicadas, os donos a não darem a cara pelo que é seu, e uns fidalgotes a promoverem-se protagonistas numa fita cómica. Quando afinal isto era apenas um conto de fadas.&lt;br /&gt;Para que tudo fosse ao contrário só falta esta que é inevitável, a da bela se picar no fim da história e em vez dum beijo de príncipe, levar nas trombas com um estrondoso peido do povo.&lt;br /&gt;Para que alguma normalidade seja reposta nesta história ao contrário, sabe-se que será sempre confirmada a velha máxima QUEM RI POR FIM É QUE RI MELHOR. Com tudo a correr tão fora do que seria normal, ainda nos arriscamos a ver a bela presa ao pelourinho da comarca. E então se saberá quem desta história bem fará. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-9103753622475781193?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/9103753622475781193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=9103753622475781193' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/9103753622475781193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/9103753622475781193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2008/11/edies-c-sete.html' title='edições cá sete'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SSADXfoWVUI/AAAAAAAAAA0/Cm2GWfpieq0/s72-c/fotoEUROVELA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7320543456446936808.post-541909914663332051</id><published>2008-10-25T09:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-25T09:27:27.699-07:00</updated><title type='text'>Código do Trabalho</title><content type='html'>Tranquilino Maia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A HISTÓRIA FANTÁSTICA DE&lt;br /&gt;5 GARRAFÕES DE AZEITE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;fábula sindical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os encontros e desencontros do Manel com o Xico Azeiteiro, o João mixordeiro e o Zé regedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silva de Baixo é uma aldeia pitoresca. Um casario cientificamente desalinhado, que começa um pouco adiante do grande supermercado. Daí que também é referenciada por ser a terra mais a ocidente do continente.&lt;br /&gt;Como em todas as aldeias, há lá um Zé, um Xico, um Manel e um João. O Xico negoceia em azeites, o Manel é um simples trabalhador, o Zé em tempos fez plantas para casas e é por isso que lhe chamam "inginheiro", e o João é um cromo de que ninguém conhece ofício certo, mas que à boca fechada se diz que faz uma de mixordeiro. Em relação a este último, e para não dar mau nome à terra é mais conhecido como o João da Casa Amarela, tal é a cor da vivenda onde mora, embora nem mesmo esta se saiba se é sua, tantas as hipotecas que sobre ela recaem. Más línguas até chegam a dizer que a casa não passa dum canil, onde o João faz de cão grande. Invejas!&lt;br /&gt;Dos hábitos dum contrato que já vinha do tempo dos avós do Xico e do Manel, mal acabada a safra nos lagares, logo o Manel comprava 5 garrafões de azeite ao Xico. Era portanto coisa que se cumpria como uma obrigação antiga, e o seu cumprimento era questão de honra entre aqueles dois que, pelo menos para este efeito podemos chamar de "parceiros". Pese embora o facto de o Manel até nem ir muito à bola com o Xico, que não só pelo ofício era um azeiteiro na verdadeira acepção da palavra, e o Xico não alinhava com o Manel, ao que ele dizia por interesses de classe. Para que não restem duvidas, sempre devemos dizer que o Xico era por todas as redondezas reconhecido como o chefe do grémio dos azeiteiros e o Manel figura predominante na sua classe profissional.&lt;br /&gt;E o contrato lá se ia cumprindo. Janeiro chegado, que é como quem diz no início de cada ano, o Manel comprava o azeite ao Xico, renovando o contrato que vinha lá de trás, com a única diferença que era a de que em cada ano terem de acertar os valores do negócio, atentas as evoluções do mercado, ou como se diz, da inflação. E nisto a discussão era grossa, cada um puxando a brasa à sua sardinha.&lt;br /&gt;Estavam na memória anos em que o negócio não se ficava rigorosamente pelos 5 garrafões, seja porque o Manel não precisava de tantos e o Xico tinha outros interessados, ou até porque o Manel precisasse de mais e houvesse sobejo, ou até porque desse jeito ao Xico que a coisa fosse de outra forma, e nestes casos os dois lá se punham de acordo. Doutras vezes, quer um quer outro tentaram alterar o quinhão mas, porque não havia acordo a coisa tinha de ficar pelo combinado.&lt;br /&gt;Ultimamente o João, cuja fama lhe vinha do facto de até conseguir fazer vendas abaixo do preço de custo, e que se gabava de nunca perder com o negócio, sendo mesmo capaz de vender o que não era seu, vinha tentando meter-se no acordo antigo entre o Xico e o Manel. Com pouco sucesso, pois lá na terra quem a ele tinha recorrido, acabava na maior parte das vezes por gastar no médico e na botica mais do que poupava com os preços baixos do João e até havia que se transferisse para o cemitério depois de consumir as suas mixórdias. Havia ainda a suspeita de que o João só negociava com o Xico, sempre duma forma que parecia ruinosa para os interesses que ele dizia representar, porque tinha um medo que se pelava da ASAE e por tal precisava de ter na montra artigo aprovado. Enquanto garantia, com o apoio do regedor, que os inspectores nunca lhe fossem ao armazém.&lt;br /&gt;Quanto ao resto, nada de anormal. A não ser uma certa suspeita que o Manel e os seus amigos vinham alimentando e que a cada momento mais crescia.&lt;br /&gt;Passo a explicar-me. Na terra do Manel e do Xico, a tal aldeia de Silvas de Baixo, havia como em todo o lado, o tal regedor. Cargo que de há tempos até era de eleição directa mas, vá lá saber-se por que artes, vinha sempre a calhar a amigos do Xico e companheiros da mesa de sueca do João. Para cúmulo, o dito regedor em vez de tratar do que devia, que era o de arranjar caminhos e levadas, manter a escola e o posto clínico a funcionar, garantir as pensões dos velhos e dos doentes, pagar e obrigar a trabalhar a guarda e deixar a justiça funcionar, se andava a meter também nos negócios da freguesia, entre eles o do azeite, usando a sua autoridade sempre para o mesmo lado.&lt;br /&gt;O que fazia o povo desconfiar e resultava em constantes protestos.&lt;br /&gt;O ocupante desse cargo de regedor, mudava com frequência, e pelas tais desconfianças, até era raro que chegasse a durar os quatro anos para que fora eleito. Actualmente está lá o tal "inginheiro", o Zé, que não está a fazer melhor do que os que o antecederam, mas joga com a grande vantagem de ter laços de sangue com as duas mais importantes famílias de Silva de Baixo, seja a que agora nomeia o regedor, seja a que anteriormente o fazia.&lt;br /&gt;Claro que o negócio dos 5 garrafões de azeite, que o Manel todos os anos comprava ao Xico, porque resultava de prática ancestral, nem se discutia. Ainda que, como vimos, por vezes o Manel achasse que 5 garrafões eram de mais ou de menos, tendo em conta as necessidades da sua família, e o Xico nuns anos tentasse impingir-lhe mais porque o negócio estava fraco. Ou cortar-lhe a ração porque tinha, por outras bandas, procura a preços mais vantajosos, ou até ofertas desonestas do João, que teimava em meter-se num negócio que não era seu.&lt;br /&gt;E quando assim era, o regedor Zé e os outros que lá estiveram como regedores antes do Zé, apareciam sempre a defender os interesses do Xico, sem que alguma vez tivessem grande sucesso, porque contratos são contratos, e para mais quando eram contratos com tantos anos de existência que já se perdia a conta aos anos que vigoravam. E o Manel tinha muitos amigos e sabia defender-se.&lt;br /&gt;Uma vez o Zé, já que o Xico esperto como era deixava para ele estas partes difíceis, até levou o caso à justiça e foi até ao supremo, o que não deveria ter feito pois as suas funções exigem imparcialidade. E veio de lá tão mal que nem vos digo, pois o juiz amandou-lhe com uma pena de sobrevigência só comparável a prisão perpétua!&lt;br /&gt;Mas nem assim o Xico e o Zé ganharam juízo.&lt;br /&gt;Pensaram, pensaram, e lá lhes saiu mais uma ideia. Arranjaram lá na terra meia dúzia de analfabetos, daqueles que nem com novas oportunidades lá vão a não ser para a estatística, nomearam-nos comissão, alcunharam-nos com uma sigla CLBRL, e deram-lhes um livro em branco para que nele expusessem todas as ideias válidas que lhes viessem á mente. Analfabetos que eram, nada de válido foram capazes de escrever no tal livro, que então de livro em branco, passou a ser conhecido por "livro branco".&lt;br /&gt;O regedor Zé, mal recebeu o livro de volta, nem o abriu. Também não precisava, pois bem sabia que vinha da tal CLBRL tal como para lá o tinha enviado. Entendeu pois que o contrato dos 5 garrafões de azeite estava sujeito a sobrevigência e caducidade entre 18 meses e 10 anos. Como não era dado a contas e para ele tudo isto era muito confuso, chamou o Xico. E porque nenhum deles tinha cabeça para precisar com rigor há quantos anos vigorava o tal contrato dos 5 garrafões de azeite, reconheceram humildemente que era há muito tempo, e assim sendo devia acabar de imediato, tanto mais que isso servia os interesses do Xico. O Zé deu-lhe uma palmada nas costas e proferiu umas palavras de conforto, que teve por ainda mais convincentes que o "porreiro pá" com que recentemente tinha despachado um outro grande amigo. Palavras que expressavam com toda a sinceridade a máxima popular "os amigos são para as ocasiões".&lt;br /&gt;E pensaram que era assunto arrumado.&lt;br /&gt;Só não contaram com a reacção do Manel. O qual, porque era com esses 5 garrafões de azeite e com outros contratos do mesmo tipo que abastecia toda a sua família, juntou o colectivo dos parentes, vizinhos e amigos e vai de irem todos para Lisboa protestar.&lt;br /&gt;Nem vos digo no que aquilo deu, que isso fica para outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquilino Maia&lt;br /&gt;(contemplando o mundo em Maio de 2008&lt;br /&gt;A literatura de cordel até pode deixar a cultura pendurada. Mas, nunca corrompida.&lt;br /&gt;publicado por edições cá sete em Junho de 2008 -500 exemplares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7320543456446936808-541909914663332051?l=tranquilinomaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/feeds/541909914663332051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7320543456446936808&amp;postID=541909914663332051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/541909914663332051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7320543456446936808/posts/default/541909914663332051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tranquilinomaia.blogspot.com/2008/10/cdigo-do-trabalho.html' title='Código do Trabalho'/><author><name>Manuel Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10618484696251541503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8y7Fz_O96hM/SQSitPGF52I/AAAAAAAAAAY/U3eOLbSLicA/S220/cruz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
